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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Beatles num Céu de Diamantes

Eu confesso que não levava fé. Todos os meus amigos e inimigos que já haviam visto, haviam dito que era imperdível, mas todos eles eram beatlemaníacos. Então eu achava que era coisa de fã incondicional e que eu, apenas fã, não amaria.

Mordi a língua.

Digamos que você sai do teatro com vontade de ter vivido nos anos 60, de ter experimentado a euforia do iê-iê-iê, de ter acompanhado cada lançamento dos rapazes de Liverpool e a evolução daquelas carreiras únicas.

Cada arranjo que começa representa um arrepio novo. O encontro das minhas favoritas Yesterday e Let It Be é um momento mágico, um Here There Everywhere quando você acha que já tinha acabado, o final apoteótico com All You Need Is Love, as coreografias engraçadas de "Obladi-oblada", Hard Day's Night e Yellow Submarine, os gritos a la Mariah Carey em Something, a simplicidade da Delia cantando In My Life ao piano... não dá para eleger só um momento de destaque! Tudo é tão bem executado, tão... tão!!!

Claro que eu me identifiquei demais com aquilo. O início a capella é ou não é exatamente o que a Fantástica Fábrica de Cantores faz? Tá, nós estamos engatinhando e eles são o maior sucesso da temporada - comprovado pelo salgado preço de 70 reais do ingresso. Mas ver e ouvir aquilo, sabendo o trabalho que dá para fazer, dá um toque especial de solidariedade e admiração. Os arranjos são fantásticos, as músicas intercaladas, os medleys, tudo é muito bem pensado e orquestrado com maestria. As vozes são redondas, as notas perfeitas - salvo um ou outro desvio de semitom, totalmente desculpável e praticamente imperceptível para os ouvidos não tão críticos -, muita técnica, muito treino, um invejável controle de respiração, e talento de sobra: aquela galera canta demais!

Só digo que quero ver de novo. E quero em DVD pra mostrar pros netos que eu talvez nem tenha. E quando eu crescer, quero fazer alguma coisa igual.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Amizadeterapia Intensa

O começo de 2009 foi intenso. Jogos, pizza, Lagoa, mais jogos, cachorro quente e cinema com a galera marcaram o início de ano mais grudado que tivemos desde a época do colégio, quando o vôlei de praia vespertino era de lei.

Madagascar 2 foi o primeiro filme do ano, ano este em que espero retomar o gosto pela sétima arte, que ficou meio esquecida em 2008 devido aos muitos seriados que passei a acompanhar graças ao Islife. Tão bom quanto o primeiro, o filme diverte demais (minhas risadas discretas confirmam). Pena que o Morty aparece tão pouco... Os pinguins estão impagáveis: a cena de simulação de morte por atropelamento de um deles é a melhor. A velhinha ninja é surreal, ainda mais quando posa de Estátua da Liberdade.
O tema principal do filme é sem dúvida a diversidade. Mascarada pela animação e pela comédia, o filme toca nesse ponto o tempo todo, quando discute a aceitação do leão que prefere dançar a brigar e quando mostra as improváveis relações amorosas entre um hipopótamo e uma girafa ou entre um pinguim e uma boneca. Também estão presentes discussões mais políticas, como a questão sindical dos macacos machos exigindo licença maternidade, e logicamente a questão ambiental.

Também intensa está a programação de shows neste início de ano. Tem uma lista gigante para que ninguém reclame que eu não convidei... Mas por enquanto, ingresso garantido só mesmo para o Beatles num Céu de Diamantes, no teatro, ainda fora do circuito Oi Noites Cariocas. Preciso da minha carteirinha!!! Essa vida de pagar inteira é infernal...