domingo, 1 de março de 2009

Aniversário e Carnaval... sempre juntos

Situação normal de carnaval: no meio dele - quase todo ano - tem o meu aniversário, envelheço na cidade. 2009 não fugiu à regra.

O plano original para o carnaval envolvia um lugar remoto. Mas aí o Jalapão virou locação para a 18ª temporada do "No Limite" original. É sério: "Survivor: Tocantins". Bom, não fui nem deixei de ir por causa disso; na verdade, a companhia furou e no meio do caminho apareceu uma obra. Mas fica a "mental note" pro ano que vem: Carnaval no Rio não!

Bloco é a cara do Rio. Fantasia, zoação, cerveja, "mulhegada", bloco saindo mais cedo pra despistar, bloco saindo atrasado pra não misturar e, no meio de tudo, muitos celulares furtados, pneus desaparecidos e outras tantas histórias que eu escutei nesse carnaval. Recluso na Barra até rolaria. Por aqui tudo é mais longínquo, acho que nem os blocos se animam a vir. Mas com praticamente todos os amigos e familiares permanecendo no Rio, todo deslocamento para a Zona Sul foi um martírio, estacionar foi impossível, as praias ficaram abarrotadas (ilusão que todos estariam no Bola Preta...) e não dá para me sentir mais tão ET cada vez que digo "não suporto bloco". E posso dizer isso com toda autoridade de quem tentou mais uma vez seguir um desses movimentos. Carioca mais fajuto que eu tá pra nascer.

Bom, mas ok, houve bons momentos. Jogatina no circuito off-folia, I Piatti (hummm), uma bela festa de aniversário com os meus bons amigos, um almoço de aniversário com a minha mãe em meio a compras de cimento e tijolos, uma bela praia com água gélida depois que esvaziou no fim da tarde.

Mas aí vieram quinta e sexta, dois dias de trabalho daqueeeeeeles, com consequências duradouras e action items para a semana inteira. E eu não ouvi "férias".

E veio um fim de semana com o meu pai, que durou muito bem até o momento de levá-lo à rodoviária. Bom, "Peixe Grande" não é meu filme favorito à toa. Nunca vi uma história pessoal tão perfeitamente reproduzida na tela (guardadas as devidas proporções, é claro). Quadro na parede, carro livre dos cocôs dos pombos e até uma certa conexão quando, em um repente de boa vontade, houve paciência suficiente para me ensinar algo. Mas o tempo fechou no caminho de volta, coisas dolorosas foram ditas, "nunca mais" pra cá, "sumir" pra lá e nem sequer um olhar de despedida. Só mesmo aquela sensação de decepção mútua, típica das pessoas que (se) cobram demais e algumas lágrimas devidamente inibidas. Não consegui ainda deixar de imaginar aquelas cenas de filme em que as pessoas se magoam e não se despedem (ou se despedem com um "eu te odeio") e na cena seguinte, uma delas recebe a notícia da morte da outra. E aí fica aquela culpa de ter dito últimas palavras duras, que não resumiam o sentimento real e toda aquela baboseira mexicana ou mesmo Global. Mas minha vida não é seriado, embora tenha um certo acompanhamento no mundo virtual.

E se o ano começa mesmo depois do carnaval, feliz ano novo de novo. Segunda chance para 2009 ser um ano bom...

Em tempo: Simply Red... check.
Em tempo 2: Lost tá bom, mas não me empolga mais. Tenho preferido correr, embora a barriga persista.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pensamentos

O amor é como capim: você planta e ele cresce. Aí vem uma vaca e acaba com tudo.

Estamos numa época em que o fim do mundo não assusta tanto quanto o fim do mês

Comer puta é igual a bungie jump: a emoção é grande, mas se estourar a borracha você tá fodido!

Acho que estou com anorexia: Não estou comendo ninguém!

O homem pensa demais porque tem 2 cabeças e a mulher fala demais porque tem 4 lábios

Velho é aquele que quando jovem costumava ter quatro membros flexíveis eum duro. Agora tem quatro duros e um flexível.

Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.

Se você sentir duas bolinhas encostando na sua bunda, não se preocupe, o pior já passou.

Galileu, quando afirmou que o mundo girava, simplesmente afirmou o que os bêbados já sabiam.

Sexo é como truco: se você não tem um bom parceiro, é melhor que tenha uma boa mão

Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é Monografia

Já que cada vez mais as mulheres estão indo em busca de seus direitos, bem que na volta poderiam trazer uma cerveja

Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca.

Deus conseguiu fazer o mundo em 6 dias porque não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.

Tks, Bianca.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cumpleaños Feliz

Poucas coisas me deixam mais feliz do que fazer meus amigos felizes... (ó, que coxinha!)
Mas é sério...

Já passei um aniversário longe de tudo e de todos, 100% sozinho. Recebi as ligações no celular desde a pousada da Ilha do Mel até o hotel em Curitiba (isso na era cenozóica, antes da mudança). Era uma quarta-feira de cinzas, minha companheira de viagem tinha partido na terça e eu faria plantão em Curitiba na quinta. Jantei num daqueles fast-foods de shopping, vi "Peixe Grande" no cinema e passei o dia sem ver um rosto familiar (o dono da pousada que eu conhecia há 3 dias não conta!). Mas enfim, todo mundo ligou etc e tal, foi um dia diferente, mas memorável no fim das contas, afinal foi o dia em que eu vi o meu filme favorito da vida desde então.

Hoje é aniversário da Débora, minha louca amiga da faculdade, que se mudou de mala e cuia pra Barcelona há menos de 1 mês. Ok, ela tem roommates, ela faz amigos facilmente, mas sei bem a experiência que é passar o seu dia longe de tudo e de todos. Por isso, sentir a felicidade na voz dela ao ouvir o meu "seeeeeeeeeeeeeeeer, parabéns" - ainda que pelo horário da Espanha já seja o dia seguinte - me fez ganhar o dia.

Claro que resolver uma das megapendências do trabalho ajudou muito. E ter tido paciência com as pessoas que trabalham comigo também me ajudou. E ter resolvido um problema pra minha mãe também. E constatar que o pneu do carro não está mais abaixando também.

Hummm... inferno astral é o caralho!

Não tenho

Muito bizarro. Sonho é uma parada que sempre me intrigou, desde pirralho. E por algum instinto masoquista - ou por algum fascínio que nutro por esse elo entre o inconsciente, o perispírito e o material - eu sempre achei legal ter pesadelos. Sonho normal, eu dificilmente consigo lembrar, já os outros...

Essa noite foi um básico. Me despedi de alguém e estava andando pela Avenida Chile, alta madrugada, rua deserta. Pensei: "Ih, que merda, aqui é meio perigoso, vou ligar pro segurança. Ah! Quer saber? Vou andando rápido e pronto". Ato contínuo, 3 caras apareceram, um deles se aproximou com aquele jeito de que ia pedir esmola e me pediu dinheiro.

Não foi o cenário, não foi a cena. O que me marcou no pesadelo desta noite foi que eu acordei dizendo "Não tenho". Já dormi falando ("aí veio o Trulli... zzzz"), mas nunca antes havia acordado falando.

Depois de começar a estudar sobre o espiritismo, minha relação com os sonhos mudou um pouco, como se eu tivesse mais consciência das saídas e retornos, embora ainda não tenha me acostumado com isso. Já me peguei lutando para voltar diversas vezes, quando percebo em estado de semiconsicência que estou fora e, com medo, quero acordar.

Medo, né?

Chega de papo brabo então. Que saco que o André e a Maíra entraram na casa... Se eu fosse um BBB original agora, começaria uma insurreição forte para eliminar os dois.

Hein? BBB não? Errr... Então tá... Vou nessa então... O sono está vencendo a depressão pós-Fantástico e acho que vêm uns sonhos por aí... ou não.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

This Place Is Death

Eu poderia escrever sobre algo além de Lost.

Mas aí escreveria sobre o trabalho que anda estressante demais, demais like old times, like old company. Seria sobre a minha infelicidade com meu próprio estilo gerencial. Em resumo, digamos que eu não gostaria de trabalhar para mim, acho que é suficiente.

Ou então escreveria sobre as notícias escrotas desta sexta-feira: uma amiga doente, o pai da outra mais doente, uma outra desempregada. Ok, ok, teve um bom almoço de reencontro, mas foi só.

Também poderia escrever sobre o reparo da semana aqui em casa. Sempre rola um acúmulo de água na minha cozinha quando há tempestades, mesmo com a janela fechada, por causa de um problema de colocação da janela na época da construção (e claro porque o contrapiso da cozinha também é um cu foi mal feito). Aí veio um camarada, tirou a janela do lugar, colocou a pedra, recolocou a janela com uma inclinação imperceptível de 10% que em teoria impede a água de entrar senão ele muda o nome dele para Condessa Maria Chiquinha. Aí obviamente no dia que dá a tempestade da semana, eu tinha deixado a janela da cozinha aberta. Em defesa da Condessa, tinha bem menos água do que eu esperava, nem precisei usar o rodo. Mas não foi dessa vez que eu comprovei a eficácia do reparo.

Também poderia escrever sobre o borracheiro, onde eu preciso ir amanhã, porque não consegui sair no horário um dia sequer esta semana. E o pneu deve estar mais ou menos em 13 neste momento. Reza aí pra eu conseguir chegar ao posto e não precisar acionar o seguro de novo.

Restaria o apartamento novo da minha mãe, mas isso ainda tá encruado. Sabe que tô começando a acreditar naquele lance de inferno astral nas proximidades do aniversário? Acho que eu tive isso ano passado também, mas eu nem posso consultar minha biografia virtual, porque a Globolog sumiu com meu blog, lembra?

Bom, então vamos às distrações da semana, que rendem histórias menos negativas, embora totalmente fictícias.

What About Brian está acabando - adoro ver vídeos no caminho de volta pra casa, já faz uns 3 dias que não enjôo lendo as legendas. Mas a Marjorie saiu de novo no episódio 213 e, segundo o imdb, não volta mais mesmo. Agora entendo porque o seriado acabou logo na 2a temporada. A história do triângulo Brian-Marjorie-Adam era a mais legal e foi sumariamente limada. Quem se importa com o Dave e a Deena naquele não-fode-não-sai-de-cima? Ou com a Bridget? Dane-se a Bridget. Eu quero a Marjorie!!! Bom, pelo menos esta etapa pós-Marjorie serviu para mostrar a Valerie depois do Barrados e a Vanessa antes do Gossip Girl. A Valerie até tem um papel interessante, mas a Vanessa é chata desde aquela época. E, claro, eu gosto da Marjorie, mas não tanto a ponto de começar a ver Chuck. E não é que o Adam veio parar em Damages? Cool.

Jack Bauer continua arrebentando. Mesmo sem o Tony e a Chloe, o 708 foi espetacular. E eu também dei um salto da cadeira quando o Primeiro-Damo tomou o tiro no final. Chata só aquela história da cunhada do coronel Sudoku (como diz a Claudia do Legendado) - forçada de barra só pra tirar o coronel do esconderijo, se não o Jack o mataria também e a temporada acabaria. Agora, eu quero saber quantos carros o Jack já roubou em todos esses anos de 24. Sempre tem um coitado passando depois de uma batida que se fode porque o Jack precisa de arrumar um novo carro naquela hora. Agora não sei se estou gostando muito desta experiência de ver 24 assim picotado com intervalo de 1 semana entre cada hora. Não sei se é porque vi as 5 primeiras temporadas em DVD, mas acho que funciona mais fazer uma super maratona.

Então me resta escrever sobre This Place Is Death, o 505 do Lost. Eita episódio intenso! Não sei o que foi mais empolgante... Teve a história da equipe da Rousseau, que ficou doente porque foi parar no esconderijo do monstro de fumaça (cool!). Teve o reencontro do Jin com a turma da ilha - e o abraço com o Sawyer, eu diria foi "fofo". Teve a morte da Charlotte - agora sim! - com a confirmação de que ela cresceu na ilha - como ficou claro no final da 4a temporada - sem beijo no coitado do Faraday e com aquela explicação maluca de que ele a alertou no passado para nunca voltar à ilha (sim, porque a proporção é de uma resposta para duas novas perguntas, sempre!). Teve o reencontro do Desmond com a Ms. Hawking, que é mesmo a mãe do Faraday. Teve Jacob se manifestando no corpo do pai do Jack, Locke com a fratura exposta bizarra, rodando a roda da fortuna (será que todos os clarões eram porque a roda tava sacodindo?).
Estranho, mas o Hurley nem fez falta.
Agora eu não tinha nenhuma dúvida de que haveria um novo clarão quando o Locke estivesse no meio da descida do poço. Nenhuma!

Pronto. Agora só devo as críticas do show do Elton John e do filme Benjamin Button. Porque eu devo, não pago, nego enquanto... aquele esquema de sempre.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Troubled times...

Tempos de "hard work" e "under pressure". Tenho um pneu duvidoso no carro, trocado no domingo e recalibrado nesta quinta pois estava em 13... sentiu que o seguro vem aí de novo a qualquer momento e que eu provavelmente terei que comprar um pneu novo - dúvida: devo processar o Estado já que a roda está ligeiramente amassada, provavelmente por culpa de buracos? Lost voltou a ser Lost no episódio The Little Prince, a.k.a. 504. E finalmente a Marjorie voltou hoje, bem quando eu passava pelo Engenhão, fiquei feliz, muito feliz em revê-la, assim não preciso ver Chuck. Hoje briguei com os parágrafos. E comecei a repensar minha postura como supervisor, ó dúvida cruel, ser respeitado profissionalmente e amado pessoalmente ao mesmo tempo é mesmo possível ou devo simplesmente admitir que sou um mala e ter o job done? Não vou pensar mais em trabalho, é fim de semana! E eu vou ter cortinas na sala.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Jughead

Não, eu não perdi a implicância com as viagens no tempo e os clarões. Mas a super revelação sobre o carinha aqui do lado valeu o episódio. E teve a Charlotte caindo toda tosca - alguma dúvida que isso aconteceria depois da declaração de amor do Daniel?
Sabe outra coisa que eu reparei? O nome do Jin continua nos créditos. O da Claire não.
Legal a homenagem ao Charlie... Engraçado como hoje parece que ele era personagem de um outro seriado qualquer em uma temporada de outrora.
Para mim, a Ms Hawking é a mãe do Faraday. Ou então os roteiristas estão nos levando a crer nisto para depois dar outra surpresa maior ainda.

E eu falei que ia comentar, mas não comentei. O episódio 1512 de ER trouxe de volta a Dra. Corday em 2 cenas! O roteiro deste episódio foi um dos mais legais dos últimos tempos de ER, muito embora a fórmula já tenha sido usada no Feitiço do Tempo, em Arquivo X etc. Mas foi demais rever uma das minhas médicas favoritas. Claro que o episódio que mostrou um flashback com o Dr. Mark Greene foi o top da temporada até agora, talvez perdendo apenas para o episódio de despedida da Abby. E em breve tem Dr. Carter e Dr. Doug Ross de volta. Última temporada em grande estilo é isso aí.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Lost e outros seriados

Cara, vai lá... o episódio duplo de retorno da 5a temporada de Lost foi divertido, empolgante, assustador etc e tal. Mas eu não consigo engolir essa história de viagem no tempo. Lê o comentário da Claudia Croitor no Legendado (link aqui do lado). Ela descreve exatamente o meu sentimento.
É, eu preciso confessar: perdi um pouco o tesão com essa série depois dessa "viagem"...

Vendo o lado bom das coisas, 24 Horas voltou com tudo: Jack jogando terra na cara da mulher no final da 5a hora foi demais (me lembrou um pouquinho a morte do Paulo e da Nikki, mas não foi morte, então não conta).

E a melhor notícia: parece que Lipstick Jungle acabou mesmo. O último episódio que foi oficialmente o fim da temporada e não oficialmente o fim da série foi chatinho como toda a série de mulherzinha e terminou do nada. Tipo o Kirby diz pra Nico que quer ficar com ela assim totalmente do nada, tipo cena adicionada às pressas para dar um fim pra série. Não vai fazer falta nenhuma e agora a Kim Raver tá liberada para voltar a viver a Audrey em 24 Horas e ter um final feliz (ou não) ao lado do Jack Bauer.

Para fechar o assunto mais odiado pelos meus leitores, tô vendo a 2a temporada de What About Brian - com anos de atraso, é fato, mas nada que o meu super Ipod Touch com vídeo não dê jeito no meu longo trajeto casa-trabalho - ou melhor, trabalho-casa porque no trajeto das 6 da manhã eu vou babando. Tô no meio do 6o episódio e só consigo pensar em quanto tempo vai levar para a Marjorie voltar. Eu adoro a Marjorie. Imdb já para saber por onde ela anda.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

We all need love lá no meu apê

Eu poderia comentar fora de ordem, mas aí eu não teria TOC e não seria eu. Quinta passada teve show do Double You no Canecão. Início meio bizarro. Um show de dance anos 90, tipicamente ploc e um Canecão lotado de... mesas. Não, não havia pista. Eram mesas em todo o salão. Estranho, muito estranho.

A primeira música foi uma nova (?!) chamada Everybody Get Up. E eu respondi prontamente: me levantei, assim como as pessoas que estavam em minha mesa. Mas foi só. Ninguém mais atendeu ao pedido e terminamos um pouco envergonhados de sermos os únicos três seres de pé na casa. Acho que teve uma pequena briga - houve uma de minhas amigas discutindo com alguém atrás, que nos mandou sentar. É, surreal assim.

Com um português fluente, o Double You - que na verdade é um cara só - anunciou que estava muito feliz de voltar ao Rio (aquela farofa de sempre) e que tocaria músicas antigas. Mandou direto Please Don't Go e agora sim, finalmente!, as pessoas se levantaram. Não todas. De novo, eu e minha mesa levantamos primeiro, ao som do primeiro acorde. Em seguida, algumas mesas atrás de nós e mais alguns tímidos que pouco a pouco se puseram de pé pra gritar "Baby, I love you so". Mas era muito no começo... é como se o Skank abrisse um show com Vou Deixar ou a Madonna abrisse com Like A Virgin. A gente meio que espera ser torturado até o fim do show para escutar os grandes hits, faz parte do jogo. Então ninguém tava muito empolgado, exceto eu e minha mesa, que não nos sentamos mais. E também as pessoas que estavam atrás da gente, que simplesmente desistiram - ou que enxergaram em nós bravos bandeirantes desbravadores e nos tomaram como exemplo. Exceto uma mesa, provavelmente aquela das pessoas que reclamaram uma música antes.

A terceira foi uma outra nova, chamada Lose Control e sabe o que aconteceu nesta música? Faltou luz! Na parte final da música, POW! Um estampido, um silêncio no palco, luzes de emergência acesas e toda a banda com aquela cara de "peidaram aí". Foi rápido, foi só um pique, 10 segundos depois tudo estava em ordem, mas... meu Deus... chega, né? O show pode ficar normal a partir de agora?

Preces atendidas, pelo menos temporariamente. A partir da quarta música a coisa entrou nos eixos. Heart Of Glass levantou os últimos resistentes e começou um desfile de hits (já considerados) antigos. What Did You Do With My Love, She's Beautiful, Looking At My Girl, Who's Fooling Who, We All Need Love... Quanta nostalgia boa! Lá no meio teve um Open Your Eyes perdido, é aquela mesma do Snow Patrol, que tocou um tempão na propaganda do E.R., tocou num episódio de Grey's Anatomy, ganhou versão dançante e repete o refrão "tell me that you'll ooooooopen your eyes" incansavalmente - não se engane pela crítica, adoro a música e cantei a plenos pulmões. Enfim, tudo caminhou muito bem até o fim com Run To Me.

Ou quase. Um capítulo a parte nesta noite surreal foram os dançarinos. Um grupo de brasileiros desengonçados no maior estilo Piores Clipes do Mundo faziam as coreografias mais toscamente executadas da história do showbusiness mundial. A única garota parecia a Avril Lavigne, mas ao dançar parecia uma marionete comandada por alguém sem coordenação motora. É, tosco desse jeito mesmo. Tão ruim, mas tão ruim, que ficou engraçado e se tornou a sensação do show.

Aí terminou. Aplausos, aquele fingimento padrão e veio o bis.

Pausa para um longo suspiro.

É, o bis. O Double You resolveu agradecer ao empreendedor que possibilitou o retorno deles ao Rio.
Chamou o cara ao palco.
O cara subiu.

Pausa de novo para outro longo suspiro.

Era o Latino.

E o que poderia ser a redenção de Please Don't Go no bis se tornou a parceria mais inusitada que um ser humano seria capaz de imaginar. Double You e Latino cantando juntos Please Don't Go no Canecão em janeiro de 2009. É como dizer que um dia Erasure e Kelly Key vão cantar uma versão de A Little Respect no programa da Luciana Gimenez.

E você acha que o Latino desceu assim logo depois de dar a palhinha? O bizarrômetro chegou a índices incalculáveis e explodiu. Ele tomou a guitarra de um cara e disse "é, eu não sei tocar guitarra..."
Eu ainda tentei contê-lo: "Então não tenta!", eu gritei.
Eu tenho certeza absoluta que ele ouviu! Mas talvez como forma de me punir por eu ter me levantado na primeira música, ele tocou a guitarra como se tocasse um violão e atacou com a sequência C F Am G, enquanto cantava o singelo refrão Hoje é festa lá no meu apê...

Eu cheguei a me beliscar. Não podia ser verdade.

Quer o lado bom? Antes de descer, o Latino disse que vai continuar trazendo grupos que marcaram época para o Brasil. A próxima investida dele é no Information Society. Ou seja, pode contar com baby, me leva entre Think e Running daqui a alguns meses.

Latino desceu. Double You reprisou Run To Me e finalizou a noite dançante de hits da minha adolescência. O saldo final foi positivo, mas eu devo confessar que a última vez que eu vi algo tão bizarro foi quando o Serguei apareceu no palco do Forró do Pirata em Fortaleza.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cenas dos próximos capítulos

Eu vou falar sobre o show do Double You
Eu vou falar sobre O Curioso Caso de Benjamin Button
Eu vou falar sobre o show do James Blunt
Eu vou falar sobre o show do Elton John
Eu vou falar sobre a Dra. Corday
Eu não quero nem pensar em falar sobre as 5 horas que levei pra chegar em casa hoje.
E até eu conseguir escrever sobre tudo isso, já estarão acumulados os comentários sobre o show do Skank e sobre Lost.
Devo, não nego... sabe como é...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Carta aberta ao Bradesco

Também recebi por e-mail hoje e tampouco resisti a compartilhar com vocês.
Créditos: Fla ET

Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc), o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'. Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria. Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. Para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo - semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco. Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso. Como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados. Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, vocês concordam o quanto são abusivas?!

Rapidinhas

Recebi hoje por e-mail e não resisti a postar aqui...

"Grande coisa os E.U.A elegerem um presidente Negro... Quero ver pôr lá um analfabeto e cachaceiro."
____________________________________________

E falando em "rapidinha", já viram o videozinho do "Cadê Xoxó?" no Kibe Loco ou no You Tube direto? Nada tão sensacional quanto o Mamute, Sanduíche-iche ou o hit da Cris Nicolotti, mas vale como hit do Carnaval vindouro. Link aqui à esquerda.
____________________________________________

Los Hermanos vai abrir o show do Radiohead. Meu dia começou mais feliz! Já passei no blog do Bruno Medina e deixei um comentário, implorando que eles toquem "De Onde Vem A Calma". Se alguém te perguntar que música me define, pode responder que é essa.
____________________________________________

Além dos Hermanos, Jack Bauer também voltou. E trouxe junto Buchanan, Chloe e Tony. Tem coisa melhor que saudade morta?
____________________________________________

Please don't go, don't gooooooooooo, don't go away
É hoje!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Beatles num Céu de Diamantes

Eu confesso que não levava fé. Todos os meus amigos e inimigos que já haviam visto, haviam dito que era imperdível, mas todos eles eram beatlemaníacos. Então eu achava que era coisa de fã incondicional e que eu, apenas fã, não amaria.

Mordi a língua.

Digamos que você sai do teatro com vontade de ter vivido nos anos 60, de ter experimentado a euforia do iê-iê-iê, de ter acompanhado cada lançamento dos rapazes de Liverpool e a evolução daquelas carreiras únicas.

Cada arranjo que começa representa um arrepio novo. O encontro das minhas favoritas Yesterday e Let It Be é um momento mágico, um Here There Everywhere quando você acha que já tinha acabado, o final apoteótico com All You Need Is Love, as coreografias engraçadas de "Obladi-oblada", Hard Day's Night e Yellow Submarine, os gritos a la Mariah Carey em Something, a simplicidade da Delia cantando In My Life ao piano... não dá para eleger só um momento de destaque! Tudo é tão bem executado, tão... tão!!!

Claro que eu me identifiquei demais com aquilo. O início a capella é ou não é exatamente o que a Fantástica Fábrica de Cantores faz? Tá, nós estamos engatinhando e eles são o maior sucesso da temporada - comprovado pelo salgado preço de 70 reais do ingresso. Mas ver e ouvir aquilo, sabendo o trabalho que dá para fazer, dá um toque especial de solidariedade e admiração. Os arranjos são fantásticos, as músicas intercaladas, os medleys, tudo é muito bem pensado e orquestrado com maestria. As vozes são redondas, as notas perfeitas - salvo um ou outro desvio de semitom, totalmente desculpável e praticamente imperceptível para os ouvidos não tão críticos -, muita técnica, muito treino, um invejável controle de respiração, e talento de sobra: aquela galera canta demais!

Só digo que quero ver de novo. E quero em DVD pra mostrar pros netos que eu talvez nem tenha. E quando eu crescer, quero fazer alguma coisa igual.

Homens x Mulheres

(Recebido de uma amiga do trabalho)

Homem tem que ser tratado igual a cabelo: num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola, dá uma cortada quando precisa, numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo! Fala a verdade... Cabelo dá trabalho... Mas a mulher consegue viver careca?

Daqui a pouco aqui: Beatles num céu de diamantes... OMFG

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Como um girassol amarelo...

(por SMS)

G: Ferno! Em 3 dias nasceram os brotinhos de girassol! Estão lindos. Mas eu perdi o papel. Quanto tempo tem q ficar no sol? E qd molha? Beijo.

F: Hahaha. Tem que ficar 4 horas por dia no sol e molhar de manhã cedo ou no fim do dia. Bjs.

G: Que inveja dessa planta. Queria ficar 4 horas no sol...

E a galera continua se mobilizando pelos girassóis do Natal. Na foto, os meus na minha varanda, 1 semana depois do plantio.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Eu no Google

Olha que legal... O Google divulga os sites que fizeram propaganda do Google Night:

http://www.googlenight.com/pt/imprensa.php

Sabia que meu blog ia ficar famoso um dia...

Economizando Energia

Li no blog da Claudia Simas essa dica sobre o Google Night e achei o máximo. Economizar energia é mesmo muito simples... Em vez de usar o Google normal, você usa o Google Night, com a tela preta que faz seu monitor gastar 20% menos de energia sempre que você estiver pesquisando no Google.



Mais info aqui: http://www.googlenight.com/pt/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Double You

Mais um ingresso garantido!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Reforma da língua portuguesa

Trecho de um e-mail recebido hoje:

(...)
Seqüência ainda tem trema?????? Enfim, foda-se!
Foda-se continua com hífen???
Foooooodaçe a lîngüa portugeza.. hagora vô iscrevê como kizer!
(...)

Eu vou sair do italiano. Preciso reaprender português...
A remetente deste e-mail também.

Amizadeterapia Intensa

O começo de 2009 foi intenso. Jogos, pizza, Lagoa, mais jogos, cachorro quente e cinema com a galera marcaram o início de ano mais grudado que tivemos desde a época do colégio, quando o vôlei de praia vespertino era de lei.

Madagascar 2 foi o primeiro filme do ano, ano este em que espero retomar o gosto pela sétima arte, que ficou meio esquecida em 2008 devido aos muitos seriados que passei a acompanhar graças ao Islife. Tão bom quanto o primeiro, o filme diverte demais (minhas risadas discretas confirmam). Pena que o Morty aparece tão pouco... Os pinguins estão impagáveis: a cena de simulação de morte por atropelamento de um deles é a melhor. A velhinha ninja é surreal, ainda mais quando posa de Estátua da Liberdade.
O tema principal do filme é sem dúvida a diversidade. Mascarada pela animação e pela comédia, o filme toca nesse ponto o tempo todo, quando discute a aceitação do leão que prefere dançar a brigar e quando mostra as improváveis relações amorosas entre um hipopótamo e uma girafa ou entre um pinguim e uma boneca. Também estão presentes discussões mais políticas, como a questão sindical dos macacos machos exigindo licença maternidade, e logicamente a questão ambiental.

Também intensa está a programação de shows neste início de ano. Tem uma lista gigante para que ninguém reclame que eu não convidei... Mas por enquanto, ingresso garantido só mesmo para o Beatles num Céu de Diamantes, no teatro, ainda fora do circuito Oi Noites Cariocas. Preciso da minha carteirinha!!! Essa vida de pagar inteira é infernal...